quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

José Malhoa - O Fado



1- Obra
A obra é conhecida por “O fado”.

2- Autor
O autor da obra é José Malhoa, nascido a 28 de Abril de 1855 nas Caldas da Rainha.

3- DataA obra foi concebida em 1910.


4- PeríodoA obra insere-se na corrente artística denominada por Realismo. Este surge apôs a Revolução Industrial e tem por objectivo aproximar-se o mais possível da realidade que é visível ao olho humano.

5- Proveniência
A obra foi (provavelmente) elaborada nas caldas da Rainha. Actualmente o quadro está no Museu do Fado em Lisboa.




6- TemaO fado é o motivo deste quadro, representando não só o tom melancólico como a canção que o inspirou, mas toda uma sociedade de classe baixa portuguesa que raramente era representada em obras de arte na altura. Este quadro é assim claramente, um retrato do fado e da sociedade urbana que lhe está adjacente.
7 – Técnica
Pintura a óleo sobre tela, mede 150 cm de altura e 183 cm de largura.

II – Estrutura Formal
1- Traço
2- Formas
3- Representação Espacial
A obra é perspéctica, tem três dimensões.
4- Luz e sombraRelativamente ao esquema de luzes, a obra tem um carácter, tanto realista como cénico. Afirmamos que a obra tem um carácter realista pois o pintor tenta representar a realidade como ela é, aproximando-se o mais possível da fotografia. Contudo existem ainda pontos de carácter cénico; focus de luz que incidem principalmente nas personagens, deixando o ambiente envolvente sem destaque (mais escuro e com sombras). Uma característica Impressionista que ainda estava presente na época em questão.

5- CorEsta obra apresenta um conjunto de cores bastante distinto. Existe no quadro, uma predominância de cores quentes de tom escuro como o castanho (do chão, dos quadros, dos móveis e da guitarra) e o negro presente no cabelo das duas figuras, no xaile, nas calças e restante roupa da figura masculina, nas socas e nos sapatos, na porta escondida em parte pela cortina, no candeeiro a óleo e nas zonas das margens esquerda e direita. Os elementos que têm menos destaque têm cores pouco claras, na parede os tons de azul predominam mas é um azul muito “gasto” com alguns espaços a cinzento (cor do cimento), devido à tinta estar a cair, a própria cortina tem tons pouco claros. Estes elementos mais escuros são os que aparentam menor volume por estarem mais em perspectiva, apesar de haver excepções tais como a guitarra (que por ser muito importante para a composição é tocada por uma figura), ou mesmo as roupas das figuras, a mesa e o banco que devido a estarem próximos dos elementos mais importantes da composição (as figuras), também têm maior volume.
6- Organização espacial
O espaço ocupado na obra é central estando as personagens e o resto dos elementos no meio do quadro quer horizontalmente quer verticalmente. Este quadro contem dois planos, sendo o segundo menos relevante. Como primeiro plano temos duas personagens que ocupam uma função fulcral (estando no centro da composição). Ainda neste observamos a mesa e o banco. Neste primeiro plano, homem e mulher parecem estar em simetria um de um lado e outro de outro. Em segundo plano estão todos os outros elementos que em perspectiva são colocados como cenário envolvente. A parte superior do quadro parece estar mais sobrecarregada destes elementos pequenos e pouco definidos.

7 – Iconografia
Todos os elementos presentes no quadro, são símbolos dos costumes da época retratada e da alma portuguesa tais como a guitarra (símbolo mais próximo do fado), o vaso do manjerico (símbolo lisboeta), o leque e as bandarilhas (dando ênfase a tourada que também está ligada ao fado), o registo do Senhor dos Passos (símbolo de religiosidade dos portugueses). Outros elementos como a garrafa, o copo, o cigarro na mão de Adelaide e outro na orelha do cantor, demonstram os vícios dos locais boémios da época, bem como o seu ambiente melancólico fadista que é enaltecido pela forma como as personagens estão vestidas e pelas suas feições.
Amália e Jaime Santo imitam 'O Fado' de José Malhoa

III – Identificação do alunoMiguel Rosa, nº 18
Paula Taveira, nº21
Tiago Fialho, nº 24

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