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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

À Beira-Mar ou Praia das Maçãs - José Malhoa

I - Identificação das Obras
1-ObraÁ Beira-Mar ou Praia das Maças

2 – Autor
José Malhoa.

3- Data da Obra
1918.

4 – Período
Realismo.O contexto histórico em que se insere é pós-revolução industrial, ou seja, consolidação do capitalismo e liberalismo comercial que resultaram em desníveis sociais entre burguesia e proletariado, aparecendo novos ideais sociais e políticos que resultaram em movimentos socialistas, democráticos e republicanos. Deste modo, a consciência do povo e dos artistas modifica-se, tornando-os mais activos e interventivos, lutando pelos seus direitos.

5 - Local onde se encontra actualmente
Museu do Chiado, em Lisboa.

6 –
A pintura Á beira-mar ou praia das maças representa uma realidade do quotidiano juntando dois dos aspectos da pintura de Malhoa, o retrato e a paisagem. Nesta pintura retrata um casal, visto num terraço de um restaurante sobre o mar. Ao centro do quadro encontra-se esse casal, a figura feminina com um vestido cor-de-rosa e um chapéu creme, esta sentada de perna cruzada onde apoia o braço esquerdo, o outro braço sobre o encosto da cadeira, encontra-se de costas para o espectador. A figura masculina de fato preto tem o cotovelo apoiado na mesa e a cabeça apoiada na mão desse mesmo braço, encontra-se de frente para o espectador e para a figura feminina. Este casal esta sentado a mesa a conversar e sobre a mesa encontra-se uma toalha branca, no lado esquerdo da figura feminina está um jarro e chávenas, nesse mesmo canto esquerdo da mesa conseguimos ver a madeira da mesa, pois o vento levantou a toalha. Ainda do lado esquerdo da figura feminina esta encostado ao parapeito e a mesa um banco colectivo em madeira e depois do parapeito encontra-se o mar, com as ondas a bater nas rochas. Atrás da figura masculina encontra-se outra mesa e mais ao fundo a parede onde acaba o terraço. Ainda dentro do terraço encontra-se a direita da figura feminina junto da parede uma planta e uma mesa com outros clientes do restaurante e junto a cadeira da figura feminina metade de um banco e sobre ele o chapéu creme com uma risca preta, da figura masculina e a sombrinha cor-de-rosa, da figura feminina.
Sobre o terraço vemos um toldo em palha apoiado por paus de madeira que se encontram junto ao parapeito e no meio da varanda.

7 – A técnica
óleo sobre madeira.

II- Estrutura formal
1-
O quadro exprime movimento é também um dos quadros mais livres e leves que José Malhoa pintou. O tipo de pincelada é de um só traço, sem perder qualquer pormenor.

2-
José Malhoa aqui apresenta uma pintora de formas absolutas, fechadas e simplificadas apresentado tanto a figura humana como as perspectivas do ambiente em seu redor de forma proporcional.

3-
O quadro encontra-se em perspectiva.

4-
José Malhoa procurou representar até ao mais ínfimo pormenor as sombras projectadas e a incidência da luz e isso vê-se no muro, no chão e no vestido cor-de-rosa.

5- Cor
As cores do quadro são harmónicas, coloridas e claras.

7-
Aqui a uma leitura a nível social, talvez um almoço, ou um lanche entre um casal num ambiente calmo e até romântico.

Trabalho de:
Maria Rocha

Retrato de Teófilo de Braga - Columbano Bordalo Pinheiro



Obra:
Teófilo de Braga
Autor:
Columbano Bordalo Pinheiro
Data:
1917

Período:
Realismo
Localização:
Palácio de Belém
Tema
Ambiente de trabalho doméstico, com livros.
Técnica
Óleo sobre tela

Estrutura Formal
Traço:
Estático
Formas:
Representação espacial:
Luz e sombra:
É um quadro escuro em que a luz está presente apenas no rosto, nas mãos e na secretária.
Cores:
Cores escuras e pálidas, castanho principalmente.
Organização espacial:
Iconografia:
Trabalho de:
Pedro Ramos

Esperando o Sucesso - Henrique Pousão

I – Identificação da Obra

1. Título
«Esperando o sucesso»

2. Autor
Henrique Pousão

3. Data de realização
1882

4. Movimento artístico
Realismo

5. Localização actual
Origem: Roma, Itália
Actualmente: Museu Nacional de Soares dos Reis

6.
Um rapazinho dos arredores de Roma, um desses tipos pitorescos, que servem de modelo aos artistas, está no atelier do pintor, sentado e na atitude de mostrar um desenho, que em um momento de descanso rabiscou num bocado de papel.

7. Técnica
Óleo sobre tela

II – Estrutura

1.
Não exprime muito movimento, apesar de se notar que se trata de uma posição natural

2.
Formas absolutas e fechadas

3.
Perspéctica (3 dimensões)

4.
Luz/sombra real; foco de luz no lado esquerdo da pintura

5.
Cores Harmónicas

6.
Apesar de o personagem estar vertical, todos os outros elementos do quadro dão uma sensação mais horizontal

7.
Simbologia social, devido às suas vestes, que demonstram ser um rapazinho pobre, daí também a sua utilização como modelo, pois não reclamava uma grande recompensa monetária

Trabalho de:Olga Porto

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cecília - Henrique Pousão


I – Identificação da Obra
1. Obra

Cecília

2. Autor

Henrique Pousão

3. Data da Obra

1882

4. Movimento

Realismo

5. Origem: Roma, Itália
Actualmente: Museu Nacional de Soares dos Reis

6. Tema

Uma rapariga vestida à Napolitana orando

7. Técnica

Óleo sobre tela

II – Estrutura Formal

1.

Não exprime qualquer movimento

2.

Formas absolutas e fechadas

3.

Perspéctica (3 dimensões)

4.

Luz/sombra real; foco de luz na parte superior da pintura

5. Cor

Cores Harmónicas

6.

Figura verticalizada, com eixo centralizado; sem ritmo

7. Iconografia

Simbologia social, devido ao traje regional italiano, e religioso, devido ao tema da pintura.

Trabalho de:
Rita Rosa nº18 12ºJ

Conversa com o vizinho - José Malhoa


I - Identificação da Obra
1- Obra
Conversa com o Vizinho

2 – Autor
José Vital Branco Malhoa (1855-1933); a obra foi posteriormente oferecida a José Filipe Rodrigues.

3- Data
A obra data de 1932.

4 – Movimento
Esta obra está inserida no período do Realismo (vertente naturalista). Esta corrente instala-se na pós-revolução industrial, ou seja, a consolidação do capitalismo e liberalismo comercial que resultaram em desniveís sociais entre burguesia e proletariado, aparecendo novos ideais sociais e políticos que, resultaram em movimentos socialistas, democráticos e republicanos. Deste modo, a consciência do povo e dos artistas modifica-se, tornando-os mais activos e interventivos, lutando pelos seus direitos. A arte incorpora um meio de denúncia. Denúncia da realidade social, do quotidiano dos mais desfavorecidos. Esta era o meio dos artistas revelarem as suas ideias e revoltas.


5 –
Numa opção curiosa e intrigante, Malhoa nunca saiu do seu país natal. Toda a sua aprendizagem, as suas experiências e sua obra tiveram o seu desenvolvimento em Caldas da Rainha( de onde era proveniente) Lisboa, cidade onde passou a maior parte da vida e em torno desta. Por estes motivos o local de origem da obra “Conversa com o Vizinho” só pode variar entre estes locais, não se sabendo exactamente de onde proveio. Actualmente a obra encontra-se no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.


Mapa:
6 –Descrição do quadro:Conversa com o Vizinho é uma pintura que representa uma rapariga inclinada sobre o parapeito de uma janela, onde foi colocada uma manta amarela. A figura é seccionada pela cintura no canto inferior direito da composição. Veste saia azul, blusa castanha e um lenço com várias cores sobre os ombros. Dirige o rosto sorridente para cima; o cabelo está apanhado e possui dois pequenos brincos. Do lado direito da figura, pendem alguns ramos de glícias (como um traço de união entre os dois planos, o interior próximo e o exterior longínquo) e vê--se uma parte da parede e do caixilho da janela.
Por detrás da rapariga, em segundo plano, vêem-se campos e montes verdejantes e o céu amarelado.
Significado: estando este quadro inserido numa corrente realista e caracterizado por uma vertente mais naturalista, no geral, tem um significado puramente pictórico. Uma transposição da realidade, um episódio da vida quotidiana, a vida camponesa demonstrada com fidelidade: a simplicidade.

7 – Técnica
O material pastel de óleo. Técnica: Óleo sobre tela, 31x27,5 cm.

II- Estrutura formal
1-Traço:
A pincelada leve mas rigorosa, exprime movimento/ relevo. Malhoa através do seu traço transmite o movimento que é efectuado pela rapariga. O espectador consegue “imaginar” o percurso da rapariga desde o debruçar na janela passando pelo olhar para o plano de “cima”(onde está o vizinho). Pincelada mais definida nas roupas e nas feições.

2- Formas:
Representação da figura humana feita com rigor, respeitando a anatomia das proporções das volumetrias; a realidade objectiva e a natureza observável como ponto de partida, representando-as com total fidelidade e minúcia;

3- Representação espacial:
O retrato é subtil e a paisagem, em segunda plano, marca os volumes;está representada uma pluralidade de formas e dimensões, desde a personagem principal aos trajes e acessórios, passando pela natureza representada que só por si transmite pluridimensionalidade.

4- Luz e sombra:
Conversa com o Vizinho, é um óleo que sublinha um momento,a transição de um ambiente de interior para a paisagem luminosa que se desenvolve lá fora (a transição plástica dos ambientes interiores para a paisagem envolvente, personificada pela rapariga que recebe e reflecte os efeitos da luz, no rosto, no vestuário, nos objectos e natureza circundantes).

5- Cores:
- Uso das gradações de cores primárias; pintura livre, serena e cheia de transparências; as cores são as mais aproximadas da realidade possivel permintindo, assim, uma maior fidelidade à realidade que se está a tratar.

6- Organização espacial:
Relação com cânones académicos;relação de profundidade(distância) marcada pela perspectiva (o primeiro plano que põe em evidência a personagem principal e o segundo plano caracterizado pela natureza).

7- Iconografia:
Pintura que traduz com fidelidade e simplicidade a vida rural. Com simplicidade e harmonia da personagem esta pintura, revela uma expressividade e intensidade dramática do retracto físico e psicológico (simplicidade e felicidade) da mesma. Malhoa pinta uma natureza habitada por pessoas resignadas e humildes (representada por um elemento-rapariga), cuja existência não podem mudar. A realidade tal como ela é.

III- Identificação do Aluno
Sara Alves

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Soares dos Reis - O Desterrado

Identificação da obra
1. Obra




O Desterrado (1872-1879)

2. Autor
Antonio Manuel Soares dos Reis , 1847-1889.

3. Data
Escultura realizada em Roma em 1872 e concluída no Porto em 1874.

4. Período
Esta é uma obra da época realista. Este estilo surgiu devido ao progresso da ciência e da tecnologia e pelos acontecimentos sociais e políticos que tinham proporcionado uma renovação na mural, na ética e nos costumes, o que levou os artistas a aplicar uma visão mais objectiva e rigorosa sobre a realidade e implementar um novo entendimento do papel da arte.

5. Proveniência
Origem em Roma. Finalizada no porto, actualmente situa-se no Museu Nacional De Soares dos Reis.

6. Tema
Está representado um modelo do sexo masculino sentado sobre uma rocha onde bate uma onda, com a cabeça pendente e os braços repousando nas pernas. Pode-se fazer uma leitura romântica da obra devido ao olhar profundo da figura e à presença do mar.

7. Material
Mármore.


Estrutura Formal

1. Formas
O escultor primou pela representação da anatomia (Realista), os pormenores naturalistas permitem alcançar um notável equilíbrio entre a expressividade essencialista e a da imediata vida sensível. Este equilíbrio permitiu-lhe mostrar subtilmente os diversos graus de tensão, através dos quais deixa adivinhar a sensibilidade romântica do tema.

2. Volumes
Esta obra em termos de espaço e volumes estão equilibrados bem como os cheios e os vazios.

3. Movimentos
O cabelo, o entrelaçar dos dedos, desnivelamento das pernas e a onda, representam o movimento desta obra.

4. Efeitos Plásticos


O mármore esculpido não apresenta textura e apenas a sua cor natural, no entanto as formas esculpidas permitem a existência de claro/escuro.

5. Organização Espacial
As linhas a vermelho representam eixos visuais da escultura.

Identificação das alunas e Bibliografia
Ana Costa nº2
Ana Águas nº3
Andreia Guerra nº5

Tema de estudo: Escultura Realista